terça-feira, 27 de dezembro de 2011

William Steinitz:História dos Campeões Mundiais de xadrez

Foi campeão no período de 1866 à 1894
Wilhelm (mais tarde William) Steinitz (Praga, 17 de maio de 1836 - Nova Iorque, 12 de agosto de 1900) foi um enxadrista judeu do Império Austríaco e primeiro campeão do mundo de xadrez.

Conhecido pelas suas contribuições para o desenvolvimento de estratégia no xadrez, tendo sido as suas teorias tidas em grande conta por vários jogadores de xadrez, como por exemplo Aaron Nimzowitsch, Siegbert Tarrasch e Emanuel Lasker, Steinitz foi campeão mundial entre os anos de 1886 e 1894, conservando o título em quatro matches disputados contra Zukertort, Chigorin (por duas vezes) e Gunsberg. Perdeu dois matches com o seu sucessor, Lasker. Steinitz adoptou uma abordagem científica ao estudo do jogo, formulando as suas teorias em termos científicos e formulando também "leis".

Fora da sua actividade no xadrez, Steinitz praticava sapateado. Numa carta a um amigo pouco tempo antes da sua morte, Steinitz expressou o seu arrependimento por nunca ter desafiado o campeão mundial de sapateado, que na altura era o espanhol naturalizado americano Eduardo Corrochio. O seu amor à dança é um indicador da sua personalidade, um homem de paixões e amante de arte, consumido pelo desejo de competir e vencer.

Steinitz adquiriu a nacionalidade estadunidense a 23 de Novembro de 1888, depois de residir no estado de Nova Iorque durante cinco anos.

Diz-se que nos seus derradeiros dias, Wilhelm Steinitz ficou mentalmente perturbado, afirmando que havia jogado e vencido Deus num jogo de xadrez através de uma linha telefónica invisível. Emanuel Lasker, que arrebatou o campeonato a Steinitz disse numa ocasião, "Eu que derrotei Steinitz irei fazer justiça às suas teorias, e irei vingar os males que sofreu." Steinitz faleceu pobremente, um fato evidenciado por Lasker, que estava determinado a não seguir pelo mesmo caminho de Steinitz.

Paul Morphy:História dos Campeões Mundiais de xadrez

Foi campeão no período de 1858 à 1863
pesquisaMorphyInformações pessoaisNome completoPaul Charles MorphyNascimento22 de Junho de 1837New Orleans, estado da LouisianaNacionalidade Estados UnidosFalecimento10 de julho de 1884 (47 anos)New OrleansConquistasNova Iorque 1857 (1º)Paul Charles Morphy (New Orleans, EUA, 22 de junho de 1837 — 10 de julho de 1884) foi um famoso enxadrista estadunidense do século XIX e incontestavelmente o melhor jogador de sua época. Morphy é chamado de "o gênio efêmero" em razão da sua curta carreira.[editar] VidaMorphy era considerado um gênio, pois com apenas 12 anos de idade já adquirira um nível de jogo excepcional, bem como jogava partidas simultâneas "às cegas" (sem ver o tabuleiro).Em 1850, com doze anos de idade, jogou três partidas contra o mestre húngaro Johann Löwenthal, que estava de passagem por New Orleans. Morphy venceu as três partidas (nota: uma das partidas foi dada incorretamente como empatada no livro de Löwenthal Morphy's Games of Chess e subseqüentemente copiada para outras fontes. David Lawson, na sua biografia de Paul Morphy, corrigiu este erro, fornecendo os movimentos que foram realmente jogados, e fez com que o histórico das partidas fosse corrigido).Estudante de Direito e dotado de fantásticas capacidades de memorização, obtém seu diploma de advogado aos 19 anos. Jovem demais para exercer a profissão, ele decide se dedicar ao xadrez. Paul Morphy torna-se aos 20 anos o primeiro campeão dos EUA em Nova Iorque (1857). Seus compatriotas decidiram então organizar um encontro com Howard Staunton, o campeão britânico, melhor jogador europeu na época, mas este evitou sistematicamente o confronto. Morphy decide então viajar para a Europa, onde encontra e vence todos os grandes jogadores do Velho Continente, inclusive o vencedor do primeiro grande torneio europeu de Londres em 1851, Adolf Anderssen, que não opôs a resistência esperada: Morphy ganhou sete partidas, perdendo 2 e empatando 2 (1858).Morphy retorna a Nova Iorque em 11 de maio de 1859, coberto de glórias por seus compatriotas. No entanto, ele decide abandonar o xadrez após uma decepção amorosa. Sua atividade enxadrística terá durado somente 18 meses!A saúde mental de Morphy degrada-se pouco a pouco, e ele começa a sofrer delírios de perseguição e paranóia. Ele morre na sua banheira de um ataque cerebral com 47 anos

Adolf Anderssen: História dos Campeões Mundiais de xadrez

Foi Campeão no período de 1851 à 1858








Anderssen



Informações pessoais



Nome completo

Karl Ernst Adolf Anderssen



Nascimento

6 de julho de 1818
Breslau, antiga Prússia



Nacionalidade

Reino da Prússia



Falecimento

13 de março de 1879 (60 anos)
Breslau, antiga Prússia



Conquistas



Londres 1851 (1º)



Londres 1862 (1º)



Baden-Baden 1870 (1º)


Karl Ernst Adolf Anderssen (Breslau, 6 de julho de 1818 — Breslau, 13 de março de 1879) foi um jogador de xadrez da antiga Prússia e um dos mais destacados mestres do xadrez clássico do século XIX. Sua carreira desenvolveu-se antes da aparição dos Campeonatos do Mundo. Destacou-se pelo seu jogo agressivo: as suas grandes criações são duas partidas conhecidas como a imortal e a sempre-viva. Ele teve uma longa e distinta carreira no xadrez, em momentos considerado o melhor jogador do mundo, e ainda hoje admirado por seu brilhante estilo de jogo.





Índice
[esconder] 1 Começo
2 Londres (1851)
3 Londres [1862]
4 Baden-Baden (1870)
5 Referências
6 Ligações externas


[editar] Começo

Anderssen nasceu em Breslau, Prússia (actualmente Wroclaw, Polónia) em 1818. Viveu na sua cidade natal a maior parte de sua vida. Nunca se casou e vivia com sua mãe viúva e com sua irmã solteira.

Quando Anderssen tinha nove anos de idade, seu pai ensinou-o a jogar xadrez. Ele próprio disse ter aprendido a estratégia do jogo a partir do livro de William Lewis "Cinquenta partidas entre Labourdonnais e McDonnell" (1835).

Graduou-se pelo ensino secundário em Breslau e de seguida foi para a universidade, onde estudou Matemática e Filosofia. Depois de se graduar, trabalhou como instrutor e professor de matemática. Sua carreira foi ensinar Matemática e seu hobbie e grande paixão, jogar xadrez.

Anderssen não era um prodígio do xadrez. Seus progressos foram resultado de um esforço deliberado e, em 1840, com a idade de vinte e dois anos, ainda não havia superado alguns mestres alemães com Bledow, von der Lasa e Hanstein.

A primeira vez que atraiu a atenção do mundo do xadrez foi quando publicou alguns curtos problemas de xadrez em 1842. Mais tarde, em 1846, posicionou-se como editor da revista Schachzeitung (mais tarde chamada Deutsche Schachzeitung).

[editar] Londres (1851)

Em 1848 jogou uma partida com o jogador profissional Daniel Harrwitz. Devido a esta partida e à sua reputação no xadrez, recebeu um convite para ser o porta-estandarte da equipe de xadrez da Alemanha para o primeiro torneio mundial de xadrez, em Londres 1851.

Anderssen não parecia muito convencido em aceitar o convite, já que o custo da viagem era demasiado alto para as suas posses. No entanto, Howard Staunton ofereceu-se para pagar-lhe os gastos da viagem. Desta forma, Anderssen pôde assistir ao torneio. Já no torneio venceu Lionel Kieseritzky, József Szén, Staunton e Marmaduke Wyvill, tornando-se o vencedor.

Também ficou conhecido por duas de suas partidas, as quais ganhou devido a combinações de notáveis sacrifícios de peças. Na primeira, chamada "A imortal", com as peças brancas, e jogando contra Lionel Kieseritzky em 1851, sacrificou um bispo, duas torres e finalmente a rainha. Na segunda partida, levada a cabo em Berlim (1852), com as peças brancas e jogando contra Jean Dufresne, o sacrifício de peças foi mais modesto. O jogo foi chamado de "A siempre-viva".

Nos anos seguintes, foi considerado por muitos como o mais importante jogador do mundo. Em 1858 foi derrotado pelo norte-americano Paul Morphy, em Paris, tendo ganho dois jogos, perdido sete e empatado dois.

Anderssen jogou o curioso movimento inicial 1. a3 na partida contra Morphy. A esta abertura foi dado o nome de "abertura de Anderssen". Este movimento nunca havia sido popular em competições de categoria.

[editar] Londres [1862]

Três anos depois de ser derrotado por Morphy, Anderssen ganhou o Torneio de xadrez de Londres de 1862: o primeiro evento internacional round-robin (no qual cada participante joga uma partida contra todos os demais), com uma pontuação de doze vitórias em treze partidas, perdendo somente com John Owen.

Em 1866 jogou e perdeu uma partida contra Wilhelm Steinitz. A partida introduziu certo número de idéias novas no campo da estratégia de xadrez. Alguns escritores modernos dizem que depois desta partida, Steinitz era o campeão mundial, mas os mesmos jogadores não fizeram tal reclamação, nem sequer outra qualquer pessoa da época. Mais tarde, Anderssen perderia um segundo jogo contra Steinitz.

[editar] Baden-Baden (1870)

O maior feito de Anderssen chegou quase no final de sua vida, quando ganhou Torneio de xadrez de Baden-Baden de 1870, o torneio mais intenso que se havia jogado na época. Terminou à frente de seu velho rival Steinitz, assim como dos grandes jogadores Neumann e Blackburne.

Em Leipzig (1877) ficou em segundo lugar, sendo a sua última grande vitória. Tinha 59 anos e morreu dois anos depois.

A revista Deutsche Schachzeitung escreveu uma nota pela sua morte com um obituário de 19 páginas

Howard Staunton:História dos Campeões Mundiais de xadrez

foi campeão no período de 1841 à 1851
Howard Staunton (Londres, 1810 – Londres, 22 de junho de 1874) é considerado um dos maiores enxadristas britânicos do século XIX, bem como jornalista do enxadrismo e pesquisador das obras do dramaturgo William Shakespeare.

Era tido como o melhor jogador de xadrez do mundo entre 1843 e 1851, e hoje seu nome é mais freqüentemente lembrado pelo estilo das peças de xadrez que ele divulgou, o modelo Staunton.

Louis de la Bourdonnais:História dos Campeões Mundiais de xadrez

foi campeão no período de 1834 à 1840
Louis-Charles Mahé de La Bourdonnais (1797 na ilha de Bourbon — 13 de dezembro de 1840, Londres) foi um mestre francês de xadrez e o melhor enxadrista do início do século XIX. Devido às suas extraordinárias combinações, ele é considerado o melhor enxadrista francês desde Philidor.

La Bourdonnais é considerado o campeão mundial de xadrez não-oficial (não existia um campeonato mundial de xadrez naquela época) de 1821 até sua morte, em 1840. A mais famosa série de partidas, de fato considerada como o campeonato mundial, foi disputada contra Alexander McDonnell em 1834.

Philidor: História dos Campeões Mundiais de xadrez


Philidor foi campeão no período de 1745 à 1795 ( 50 anos )





Gravura que retrata uma exibição de Philidor às cegas.
Em 1744 Philidor frequentava o Café da Regência, em Paris, onde se reuniam os mais forte jogadores da capital e pensadores como Voltaire e Rousseau [1]. Imediatamente adquiriu fama ao superar todos, culminando com sua vitória sobre Kermur Sire De Legal, que era o campeão do clube[4] e havia sido o seu instrutor no jogo[5]. Dois anos mais tarde viajou para a Holanda e Inglaterra, derrotando em Londres o sírio Stamma, que com a saída de Greco, era considerado o enxadrista mais forte da época[4]. A partir daí, seu jogo era tão superior aos demais que Philidor sempre concedia algum tipo de vantagem aos oponentes, para dar interesse ao confronto. Outra circunstância que chamou muito a atenção do público foram as primeiras exibições simultâneas às cegas (quando o enxadrista enfrenta mais de um oponente sem olhar para os tabuleiros).[4]; na ocasião Philidor enfrentou dois jogadores em partidas distintas, o que nunca tinha sido visto na história até então[5]. Escreveu em 1749 Analyse du jeu des échecs (Análise do jogo de xadrez), um dos primeiros tratados sobre o jogo, o qual foi por mais de cem anos (com 70 edições) considerado como obra de referência no assunto. É dele a famosa frase «Les pions sont l'âme des échecs» (Os peões são a alma do xadrez) [6]. Este livro foi traduzido para o inglês, alemão e italiano. Levam o seu nome no jogo uma abertura defensiva para as negras chamada de Defesa Philidor, estudos sobre situações de final de jogo, conhecidos como "Posições de Philidor", além do famoso "Mate de Philidor". Andrew Soltis escreveu que "Philidor foi o melhor jogador do mundo por 50 anos"; de fato ele devia estar cerca de 200 pontos acima de qualquer pessoa no Rating ELO, separado pelos mistérios conceituais do jogo, os quais havia decifrado.[7] Também interessante é a opinião do Grande Mestre Boris Alterman sobre o jogo de Philidor[8]:



“

"Há 500 anos o xadrez era diferente, os peões não eram valorizados como hoje. Os melhores jogadores começavam com gambitos, onde os peões eram apenas um pequeno preço para se abrir uma coluna ou uma diagonal, a fim de se criar um imediato ataque ao rei do adversário. Era o estilo italiano de xadrez. Todas as posições do Gambito do Rei eram muito populares... O melhor jogador de xadrez de sua época foi François-André Danican Philidor... Sua publicação sobre estratégia de xadrez permaneceu por um século sem adições ou modificações significativas. Ele pregou o valor de um centro forte de peões, uma compreensão do valor relativo das peças, e a estrutura corretas para os peões...".

”


No mesmo artigo da web, analisando o jogo Bruehl vs Philidor, 0-1, Londres 1783, Alterman afirmou que Philidor entendia muito bem os conceitos modernos, como: poder de peões passados, peças boas e más de acordo com a posição; vantagem do domínio espacial; abertura de colunas; estrutura articulada de peões; importância do centro.

Mais de um século após a sua morte, muitas de suas ideias [6] foram retomadas e aprimoradas, principalmente por outros dois excepcionais pensadores do xadrez, Wilhelm Steinitz e Aaron Nimzowitsch [9].

Jacques François Mouret, um dos melhores jogadores franceses do início do século 19, era sobrinho de Philidor.[10]





Página de rosto do livro: A análise do xadrez
[editar] Partidas notáveis
Capitão Smith vs François André Philidor, Londres, Inglaterra 1790, Abertura do Bispo: Defesa Berlin (C24), 0-1 Um bom exemplo das ideias de Philidor sobre os peões e uma brilhante combinação de mate.
François André Philidor vs NN, Desconhecido 1749, Abertura do Bispo: Boi Variation (C23), 1-0 Este jogo pode ter sido composto por Philidor para demonstrar o valor do peão passado.

Gioacchino Greco:História dos Campeões Mundiais de xadrez


Gioacchino Greco foi campeão no período de 1622 à 1634

Este artigo usa a notação algébrica para descrever os movimentos do xadrez.

Gioacchino Greco (cerca de 1600, Calábria - 1634, Antilhas) foi o melhor jogador de xadrez do século XVII.

Em 1617 mudou-se para Lorena e começa a se tornar famoso depois de vencer quatro oponentes de uma só vez (simultânea)[1]. Em 1619 dedica ao Duque de Lorena um tratado sobre o jogo. Em 1622, em visita a Paris, consegue brilhantes vitórias sobre Arnault, La Salle e Nemous; depois desses feitos foi aclamado o melhor jogador da época[1]. Em 1630 foi à Espanha e seguiu colecionando troféus, no ano seguinte veio para os EUA, onde morreu em meados de 1634[1].

Greco anotou algumas das primeiras partidas de xadrez registradas, 77 no total. Suas partidas, todas contra anônimos ("NN"), foram possivelmente montadas, mas são mesmo assim consideradas ferramentas muito úteis para o entendimento de armadilhas em aberturas. Entre suas partidas/construções temos este xeque-mate:
NN vs Greco 1620 1.e4 e5
2.Cf3 Cc6
3.Bc4 Bc5
4.O-O Cf6
5.Te1 O-O
6.c3 De7
7.d4 exd4
8.e5 Cg4
9.cxd4 Cxd4
10.Cxd4 Dh4
11.Cf3 Dxf2+
12.Rh1 Dg1+
13.Cxg1 Cf2++ 0-1

com sacrifício da Dama:
Greco vs NN 1619 1.e4 b6
2.d4 Bb7
3.Bd3 f5
4.exf5 Bxg2
5.Dh5+ g6
6.fxg6 Cf6
7.gxh7 Cxh5
8.Bg6++ 1-0